Publicado por: Fabio Ferreira | 27 Junho, 2008

Cuidados que você deve ter com suas malas

Tem uma coisa que anda me deixando bem chateado a algum tempo. Acredito que qualquer não gosta quando tem suas coisas estragadas pelos outros, principalmente quando estes deveriam cuidar de sua propriedade quando essa lhes é confiada.

O que estou querendo dizer é que na volta de nossa viagem da Nova Zelândia, tive a péssima surpresa de perceber que a companhia aérea LAN Chile, a qual confiei minhas malas em Auckland deveria ter entregue pelo menos as malas do mesmo jeito que as deixei. Pois na retirada das malas em Guarulhos percebi que a mala mais cara tinha sido rasgada, esse rasgo não comprometeu o conteúdo da mala por ser uma parte de proteção das barras de alumínio externas mas de qualquer forma danificou consideravelmente e segundo alguns “especialistas”, sem maneira de consertá-la.

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Meu ERRO foi não ter reclamado no aeroporto assim que retirei as malas, eu não sabia que era esse o procedimento e portanto, dá-lhe prejuízo! Tentei em vão entrar em contato com a empresa aérea por meio do site www.lan.com enviando uma reclamação pois eles nem mesmo responderam a mais de um mês. Interessante que no site eles tem uma opção específica para reclamações referentes à bagagem. Dizem que a escola da vida é muito boa mas cobra um alto custo, aprendi mais uma.

Nem mesmo um mês depois segui de viagem para João Pessoa na Paraíba à trabalho, peguei minha mala mais velha, coloquei minhas coisas e fechei com um cadeado, tomando o cuidado de colocar o zíper com cadeado em uma posição que sofresse contato mínimo com outras malas. Dessa vez utilizei os serviços da Gol Linhas Aéreas Inteligentes… Na chegada em João Pessoa, um dos fechos do zíper estava estourado e o cadeado pendurado no outro fecho. Adivinha se eu reclamei? Não, não reclamei. Como desculpa posso citar a longa viagem cheia de escalas e esperas e atrasos e por ai afora, quando cheguei só queria sumir do aeroporto.

Minha surpresa foi na volta para Campinas, no momento do check-in a atendendente me fez assinar um termo de “Limite de Responsabiliade” e pendurou em minha mala um cartão com os dizeres “DMG” que com certeza quer dizer “Damage” ou danificada em bom português. Isso me deixou novamente “triste” com o tratamento que nos é dispensado pelas empresas.

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Pensando um pouco mais profundamente sobre o assunto percebi que o grande culpado era eu mesmo. Eu deveria ter reclamado meus direitos tanto quando voltei de Auckland como quando voltei de João Pessoa.

A CULPA É MINHA!

Gostaria de pedir a todo que infelizmente tenham seus direitos desrespeitados a não deixarem de exercer o direito que temos de reclamar, isso em qualquer ocasião. Não existe outra maneira de “treinar” nossas empresa para que percebam que nós é que fazemos a elas um favor de sermos seus “tristes” clientes.


Respostas

  1. Ou seja, o cuidado com nossas próprias bagagens se resume a reclamar quando o serviço é insatisfatório. Não há como evitar que aconteça esse tipo de acidente, a não ser que seja uma mala de aço lacrada a laser.

    É preciso criar aos poucos uma postura de indignação nas pessoas. Mas, Fábio, pelo que você já viu em outros países, há lugares onde as pessoas tenham essa postura de exigir seus direitos?

  2. Thiago, eu não cheguei a ter problemas com malas no exterior mas seu que o extravio de malas parece ser um problema comum em qualquer aeroporto.

    O que acontece é que nos EUA o pessoal vive de acionar judicialmente as empresas caso se sintam prejudicados, as pessoas no Brasil também tem feito isso, só que a diferença daqui e lá é o judiciário, lá as coisas funcionam, você faz valer seus direitos.

    Aqui também tem solução para evitar que problemas como os que ocorreram com a minha mala sejam minimizados, sabe qual é? Você paga R$ 18,00 por mala para eles embalarem sua mala! Sim, se você não quiser sua mala danificada que pague ou corra o risco… Quem deveria pagar por esse serviço? Porque cobram as taxas aeroportuárias?

    Infelizmente as coisas aqui no Brasil são assim, ao invés de resolver o problema, criam-se negócios novos para outros extorquirem mais dinheiro do povo.


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